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Política

Líder do governo no Congresso é criticado por falta de acordos sobre vetos

quarta-feira, 08 de maio 2024

Parlamentares criticam a atuação do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido/AP), por dificuldades em firmar acordos para a análise de vetos presidenciais. Diante desse impasse, o Parlamento não realizou nenhuma sessão conjunta neste ano.
As queixas não são restritas a membros da oposição. Nos bastidores, parlamentares da própria base do governo Lula (PT) se mostram insatisfeitos com o que classificam de falta de jogo de cintura do senador.
Aliados do senador no Congresso afirmam que ele entrou na artilharia do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), e que boa parte da desaprovação se dá pelo apetite insaciável dos parlamentares por emendas. A atuação de Randolfe tornou-se até motivo de piada entre bolsonaristas. Um deles afirma que o parlamentar deve ser poupado de críticas porque tem ajudado mais a oposição do que o Executivo.
Nos corredores do Senado, outros ironizam dizendo que Eduardo Gomes (PL/TO), líder do governo no Congresso na gestão Jair Bolsonaro (PL), deveria voltar à função no governo Lula para destravar as votações conjuntas. As reclamações sobre o trabalho de Randolfe foram verbalizadas por Lira em reunião com líderes da Casa e ganharam corpo durante a negociação que levou ao adiamento da sessão do Congresso que estava prevista para 24 de abril.
A pauta previa a análise de dezenas de vetos, incluindo projetos ligados à questão orçamentária, além da flexibilização do registro de agrotóxicos e da lei que acaba com as saídas temporárias de presos. Líderes da Câmara relataram a Lira e a outros integrantes do governo que não tinham sido procurados para tentar acordos sobre os vetos a serem analisados, ponto que o próprio senador confirma.
Governistas afirmam, por outro lado, que a falta de consenso sobre os vetos não pode ser atribuída apenas a Randolfe, mas a uma dificuldade da articulação política do governo no Congresso como um todo. Dizem que hoje o Parlamento é formado por uma maioria de centro-direita. “Randolfe é uma pessoa correta, que não engana ninguém, sempre teve posição. Eu me sinto liderado por ele. Ele faz o que é possível, mas é um Congresso dividido e é difícil chegar num consenso”, afirma o senador Omar Aziz (PSD/AM).
Randolfe disse à reportagem que recebe as críticas com humildade, tentando melhorar, e que está a serviço do presidente Lula no que chamou de “ala mais espinhosa da reconstrução nacional”, a de reedificar a relação institucional entre governo e Congresso.

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