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Política

Lula culpa fake news pela rejeição de evangélicos e critica politização

quarta-feira, 20 de março 2024

O presidente Lula (PT) afirmou, ainda na reunião ministerial da segunda-feira (18), que o Deus do advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico, não é o mesmo do pastor Silas Malafaia, aliado de Jair Bolsonaro (PL), e culpou as fake news pela dificuldade de aproximação com este segmento do eleitorado. O petista falava sobre as cobranças para melhorar a relação com os evangélicos quando deu a declaração.
Lula disse, segundo relatos de participantes, que é pressionado a se reunir mais com evangélicos e que está disposto a fazer isso o máximo possível. Mas essa aproximação, na visão do petista, não resolve o problema. O entrave nesse caso, para o presidente, é o uso político da religião pelos adversários e a disseminação de fake news.
Ele também comentou, segundo pessoas presentes, que não adianta falar apenas com os líderes religiosos. Segundo ele, é preciso acessar a base dos fiéis. Ao fazer esse diagnóstico, Lula disse a Messias ter certeza que o Deus do ministro não é o mesmo do de Malafaia. A fala de Lula foi dada no contexto sobre a necessidade de separar política de religião, segundo aliados do petista.
Malafaia é aliado de primeira hora de Bolsonaro e foi um dos responsáveis por organizar o ato na Avenida Paulista, no final de fevereiro, para que o ex-presidente demonstrasse apoio popular e se defendesse das acusações de ter tramado golpe para impedir a posse do petista. Pesquisa Quaest do início do mês mostrou aumento da avaliação negativa do governo. No recorte dos segmentos, a taxa de respostas negativas deu salto entre os evangélicos, grupo que abrange cerca de um terço da população. A avaliação negativa era de 36% há três meses e agora foi a 48%.
Em outro momento da reunião desta segunda, Lula tratou da guerra que Israel trava com o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza. Ele afirmou que Israel como descrito pela Bíblia não é o mesmo do de Benjamin Netanyahu, premiê do país. “[As pessoas querem] um país em que a religião não seja instrumentalizada como instrumento político, de um partido político ou de um governo. Que a fé seja exercitada na mais plena liberdade das pessoas que queiram exercê-la. A gente não pode compreender a religião sendo manipulada da forma vil e baixa como está sendo neste país. Então, democracia é a gente tentar que esse país volte à normalidade”, disse Lula.

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