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Política

Lula diz que Haddad tem que falar com Congresso em vez de ler um livro

terça-feira, 23 de abril 2024

O presidente Lula (PT) cobrou nessa segunda-feira (22) que os ministros entrem mais em campo para ajudar na articulação com o Congresso Nacional, no momento em que o governo vive crise com o Parlamento e sofre o risco de derrotas. O petista pediu que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), seja “mais ágil” e que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deixe de ler livro e passe mais tempo discutindo com parlamentares.
“Isso significa que o Alckmin tem que ser mais ágil, tem que conversar mais. O Haddad, ao invés de ler um livro, tem que perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara. O Wellington [Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social], o Rui Costa [ministro da Casa Civil], passar maior parte do tempo conversando com bancada A, com bancada B”, afirmou o presidente.
As declarações foram dadas durante cerimônia no Palácio do Planalto para o lançamento de programa de concessão de crédito a empresários e pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A articulação política do governo vem sendo alvo de críticas no Congresso Nacional, embora conte com o respaldo do presidente Lula.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), chegou a afirmar que o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, era “desafeto pessoal” e “incompetente”.
Disque-reclamação
Além disso, Lula pediu que os auxiliares criem uma espécie de disque-reclamação, para que as pessoas possam telefonar e assim não ficar “xingando a gente” em público. O presidente não deu detalhes da proposta. “Duas coisas que nós temos que fazer, [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad. Uma, e eu não sei se é no Ministério do Márcio [França], que a gente deveria criar uma espécie de 190, de 180, um telefone para que as pessoas pudessem telefonar e se queixar se as coisas não estão acontecendo.”
O petista disse que “muitas vezes as pessoas não têm a receptividade que elas imaginavam e não tem para quem reclamar. Então, ao invés de as pessoas ficarem xingando a gente, é importante que a gente tenha ao menos um ouvidor para que as pessoas possam se queixar”.

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