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Política

Maioria acha que faltam vereadores negros e mulheres, diz Datafolha

segunda-feira, 08 de julho 2024

O número de mulheres e negros nas Câmaras Municipais ainda é considerado insuficiente pela maioria dos eleitores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, mostra pesquisa Datafolha feita nas quatro capitais brasileiras. Ao mesmo tempo, oito em cada dez dos entrevistados dizem que o gênero e a cor de um candidato não faria diferença na hora de escolher um prefeito ou prefeita nas próximas eleições municipais.
Na Capital paulista, 74% acham que a quantidade atual de vereadoras é menor do que deveria ser. Esse mesmo percentual é de 70% na Capital fluminense, 65% na mineira e 67% na pernambucana. A percepção é quase idêntica em relação à falta de representatividade de negros.
Por outro lado, de 20% a 26% dos eleitores entrevistados acham que o número de mulheres é adequado ou maior do que deveria, flutuando de acordo com a cidade. Já em relação a pretos e pardos, essa opinião de que o número de legisladores é suficiente varia de 17% em São Paulo a 26% em Recife.
A pesquisa ouviu 3.164 pessoas no total, de terça-feira (2) a quinta-feira (4), e a margem de erro é de três pontos percentuais nas duas primeiras cidades e de quatro pontos nas duas últimas, para mais ou para menos. A percepção majoritária espelha a realidade. Nessas quatro Capitais, a parcela de mulheres e negros nas Câmaras Municipais de fato ainda é muito inferior à das respectivas populações, mesmo com novas regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outros órgãos nos últimos anos para tentar atenuar as desigualdades.
Em São Paulo, por exemplo, somente 13 dos 55 vereadores em exercício são do gênero feminino (24%), menos da metade da porcentagem delas na sociedade, apesar de ser recorde. Apenas 11 se declaram pretos ou pardos (20%), enquanto a participação desses grupos na metrópole chega a 43%.
O cenário de sub-representatividade se repete nas outras Câmaras Municipais: tanto no Rio quanto em Belo Horizonte e Recife, as mulheres não passam de um quarto do total de legisladores, e os pardos e pretos não chegam a 40%, sendo que a maioria das respectivas populações é negra.

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