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Política

Na CPI, presidente da Enel pede desculpas por falhas no serviço

quinta-feira, 25 de abril 2024

Nessa quarta-feira (24) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) para investigar a Enel ouviu o diretor-presidente da distribuidora de energia no estado, José Nunes de Almeida. Foi a primeira vez que a Comissão ouviu um representante da empresa. Na ocasião, os deputados membros do colegiado puderam fazer diversos questionamentos sobre a atuação da Enel Ceará.
Convocado como “convidado” na CPI, Nunes conseguiu na Justiça um habeas corpus preventivo. Assim, o executivo obteve o direito ao silêncio, a não autoincriminação, entre outras prerrogativas. Ainda assim, ele respondeu a todos os questionamentos feitos pelos parlamentares.
Também haviam sido convocados o presidente nacional da Enel, Antonio Scala, e a antecessora de Almeida no comando da empresa no Ceará, Márcia Sandra Roque. O primeiro justificou a ausência por ter outros compromissos no momento da oitiva. A segunda apresentou um atestado médico.
Má qualidade
Entre diversas questões, Almeida foi perguntado pelo relator da CPI, o deputado Guilherme Landim (PDT) sobre a má qualidade do serviço da Enel. O diretor-presidente reconheceu as falhas e destacou que a empresa passa por uma reestruturação. “Eu lhe asseguro que, absolutamente, a direção da Enel não é conivente com as penalidades e eventuais incorreções. A Enel passou, no Brasil e no Ceará, por uma recente reestruturação, com o propósito de focarmos intensamente na nossa atividade de distribuição e buscarmos resgatar níveis de excelência que tivemos no passado. Nosso propósito é retrilhar esse caminho”, respondeu.
O executivo também falou sobre as razões dos problemas nos serviços da empresa. “Entendemos que uma empresa como a nossa normalmente não têm uma única causa (para os problemas). A percepção geral é que talvez tenhamos nos distanciado da essência do nosso negócio de distribuição. (…) A avaliação que fazemos é que precisamos ter foco máximo na área de distribuição”, disse.
Desculpas
Após o presidente da CPI, o deputado Fernando Santana (PT) indagar o diretor-presidente sobre a necessidade de um pedido de desculpas público à população cearense devido às recorrentes falhas no serviço da Enel, Almeida respondeu: “Estou pedindo desculpas aos clientes cearenses que foram afetados por algum transtorno originário da rede elétrica, mas, além disso, estou assumindo um compromisso em busca não do mediano, mas da excelência”.
Falhas no serviço
Almeida assumiu o compromisso de resolver os problemas na prestação do serviço da Enel no Ceará. “Eu estou atrás da entrega, não apenas da promessa. Então me comprometo com os senhores e senhoras que será uma busca incessante”, afirmou. Ao final da oitiva, o executivo apresentou um plano de investimentos para o Ceará no triênio 2024/2026, com um valor de R$ 1,6 bilhão investido ao ano.
Entre novas medidas, foram citadas uma melhor relação com os clientes, incluindo maior proximidade e mais agilidade no atendimento das demandas, assim como a qualificação da área técnica e a substituição de mão de obra terceirizada por pessoal próprio na área emergencial. “Esse é um suporte que entendemos que começará a ser percebido já a partir do próximo mês”, disse.
Descrença
O presidente da CPI, deputado Fernando Santana, demonstrou descrença em relação à promessa de melhorias feita pelo diretor-presidente da empresa, no cargo desde o início de abril. “Ele falou muito do futuro, da perspectiva de melhora, tudo bem, ele assumiu a pouco menos de um mês, mas não falou nada para trás. Se ele tem o mesmo orçamento, o mesmo número de funcionários e está vendendo essa perspectiva, por que não fizeram isso antes? Era negligência de alguém, falta de uma boa gestão? Isso não foi bem respondido. O presente e o futuro foram bem esclarecidos”, afirmou.
Na reta final dos trabalhos da CPI da Enel, o presidente informou ainda que o relatório final deve ser fechado até a próxima semana. Já a CPI deve encerrar os trabalhos até dia 10 de maio.
(Por Igor Magalhães)

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