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Política

País avançou pouco na equidade de gênero

segunda-feira, 15 de agosto 2016

O percentual de vereadoras eleitas no país nas últimas eleições municipais em 2012, de apenas 12%, revela que a equidade de gênero na política ainda está longe de ser alcançada. O assunto foi debatido nesta semana, em São Paulo, no seminário Desafios para a Igualdade de Gênero nas Eleições Municipais de 2016. O evento foi promovido pelo Instituto Patrícia Galvão.

Alessandro Janoni fala durante o seminário, tendo a seu lado Márcia Cavallari (à esquerda) e Renato Meirelles e Jacira Melo (à direita) (Foto: Luciana Araújo).

Alessandro Janoni fala durante o seminário, tendo a seu lado Márcia Cavallari (à esquerda) e Renato Meirelles e Jacira Melo (à direita) (Foto: Luciana Araújo).

Segundo dados coletados pelo Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) e pelo Cfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), em 2012 venceram as eleições 7,65 mil vereadoras (12% do total), contra 49,78 mil vereadores. Candidataram-se 134 mil mulheres (31% do total) e 286 mil homens.
“Um dos pilares da democracia é que as mulheres participem. As estimativas dizem que, no Brasil, levaremos 150 anos para atingir a paridade entre homens e mulheres. O país está entre os 60 com pior desempenho da presença da mulher no parlamento”, disse, durante o debate, a pesquisadora Adriana Vale Mota, do Ibam.

A Lei de Cotas estabelece um percentual mínimo de 30% de mulheres no total de candidaturas à Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Câmara Legislativa do Distrito Federal. Cargos como prefeita, governadora e presidente, portanto, não estão incluídos.

Lei de Cotas
Apesar disso, o percentual de mulheres ocupando cargo de prefeita foi impulsionado pela Lei de Cotas, tendo crescido nas últimas eleições. Em 2012, foram eleitas 665 prefeitas (12% do total), contra 4,95 mil prefeitos. Candidataram-se 2 mil mulheres (13% do total), contra 13 mil homens. Em 2008, foram eleitas 504 prefeitas, ou seja, 9,07% do total. Em 2004, eram 404 prefeitas (7,3% do total).
“Existe um crescimento, que, em tantos nos, é muito pequeno, não corresponde à capacidade das mulheres e ao desejo de se verem representadas”, avalia Adriana.

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