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Política

PF fez para desmoralizar, diz advogado sobre conversa exposta

quarta-feira, 21 de fevereiro 2024

O advogado criminalista Ralph Tórtima Filho acredita que a inclusão de diálogos entre ele e o cliente no inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a hostilidade ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e familiares no aeroporto internacional de Roma tenha sido ato deliberado, tentativa de desmoralização. “Não foi um ato simples, eu acredito que foi um ato pensado, um ato intencional, com o objetivo de constranger, com o objetivo de dar uma determinação de força ou, de alguma forma, de tentar desmoralizar o trabalho da defesa”.

Na segunda-feira (19), em atendimento a pedido do criminalista e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o relator do inquérito no STF, ministro Dias Toffoli, determinou a retirada de transcrições e prints de conversas entre o advogado e o empresário Roberto Mantovani Filho, investigado juntamente com familiares pela abordagem a Moraes. “Jamais poderia imaginar que uma conversa pessoal entre advogado e seu cliente pudesse ser devassada dentro de uma investigação feita pela PF, principalmente quando conduzida por um delegado bastante experiente, que deve conhecer os limites legais”, acrescentou Tórtima.

Os diálogos entre o advogado e Mantovani estavam em relatório enviado ao STF na semana passada pelo delegado da PF, Hiroshi Sakaki, com a conclusão da apuração. O agente entendeu que Mantovani cometeu injúria real contra o filho de Moraes, que acompanhava o pai na viagem à Europa. Procurada pela reportagem, a PF afirmou que não se manifestaria sobre o caso.

Tórtima disse que a conversa entre advogados e assistidos é de “muita confiança, quase que sagrada”, e que merece todo respeito, toda a proteção. “Ele [o sigilo profissional] somente não se sobrepõe na eventualidade da prática de um crime, coisa que jamais se verificou nesse caso.”

O criminalista afirmou que aguarda os desdobramentos do caso após providências pedidas pela OAB junto ao STF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) e não descarta acionar órgãos como a Corregedoria da PF caso não ocorra evolução no sentido de apuração sobre a conduta do delegado.

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