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Política

PGR pede mais apuração sobre fraude em cartão de Bolsonaro

quarta-feira, 24 de abril 2024

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nessa terça-feira (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o aprofundamento de investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso que apura a falsificação de certificados de vacinas contra a covid-19. Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o deputado federal Gutemberg Reis (MDB/RJ) e outras 14 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF) em março.
A investigação apontou a suspeita dos crimes de inserção de dados falsos em sistema público e associação criminosa. Para a PF, a fraude pode ter sido realizada no escopo da na tentativa de aplicar golpe de Estado e impedir a posse de Lula (PT). Segundo Gonet, apesar de “relevantes achados que constam do minucioso relatório final da investigação”, ainda não há uma resposta do DoJ [Departamento de Justiça dos EUA] a pedido PF de “esclarecimento sobre se os investigados fizeram uso dos certificados de vacinação ideologicamente falsos quando da entrada e estada no território norte-americano”.
O chefe do Ministério Público Federal (MPF) afirmou também que “seria de interesse apurar se havia, à época, norma no local de entrada da comitiva nos EUA impositiva para o ingresso no país da apresentação do certificado de vacina de todo estrangeiro, mesmo que detentor de passaporte e visto diplomático”. O procurador-geral também quer que a PF faça análise de dados da quebra do sigilo telemático do celular do deputado Gutemberg Reis, suspeito de ter articulado a inserção de dados falsos nos cartões de vacina.
“Encontram-se igualmente pendentes de conclusão e de juntada aos autos os laudos periciais de informática e os relatórios de extração/análise de conteúdo da maioria dos dispositivos eletrônicos apreendidos nos autos”, afirmou. Em março, a defesa de Bolsonaro criticou o indiciamento e o chamou de precipitado. À época, os advogados afirmaram que “não há fundada e objetiva suspeita de sua participação ou autoria nos delitos em apuração. Se qualquer pessoa tomou providências relacionadas às carteiras de vacinação do ex-presidente e de sua filha, o fez por iniciativa própria, à revelia.”
Zambelli
A PGR denunciou a deputada Carla Zambelli (PL/SP) e o hacker Walter Delgatti Neto sob acusação dos crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A investigação aberta após a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi concluída pela PF no fim de fevereiro e apurava se Zambelli contratou os serviços de Delgatti com esse objetivo.
Em depoimento à Polícia, Delgatti afirmou ter sido procurado por Zambelli para invadir um sistema da Justiça e “demonstrar sua fragilidade”. A denúncia diz que Zambelli “comandou a invasão de sistemas institucionais utilizados pelo Poder Judiciário, mediante planejamento, arregimentação e comando de pessoa com aptidão técnica e meios necessários”. Já sobre Delgatti, ele diz que, sob o comando de Zambelli, “emitiu documentos ideologicamente falsos, com o fim de prejudicar direitos”.
Em nota, a defesa da deputada afirmou que ela “recebeu com surpresa o oferecimento da denúncia em seu desfavor, já que inexiste qualquer prova efetiva que ela tivesse de alguma forma colaborado, instigado e ou incentivado o mitômano Walter Delgatti a praticar as ações que praticou”. A defesa de Walter Delgatti declarou que “não se surpreende com o indiciamento. Desde sua prisão, Walter confessa sua participação na invasão da plataforma do CNJ. O indiciamento de Carla Zambelli confirma que Walter, a todo momento, colaborou com a Justiça, levando a PF até a mandante e financiadora dos atos perpetrados por ele”.

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