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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021.
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Política

Protestos lembram 50 anos do Golpe Militar

Cinco décadas depois do golpe que tirou João Goulart da Presidência da República, com a chegada dos militares ao poder, a programação no Ceará é marcada por manifestações e protestos. Neste 31 de março, são lembrados os 50 anos da deposição do presidente por uma aliança cívico-militar, que impôs a longa ditadura dos generais em todo o Brasil.

Hoje, a Câmara Municipal de Fortaleza realiza sessão solene aos 50 anos de resistência à Ditadura Militar no País. O evento, que atende requerimento do vereador Evaldo Lima (PCdoB), acontece às 19h30, no Plenário Fausto Arruda. O objetivo é homenagear perseguidos políticos durante a Ditadura no Ceará.

De acordo com o parlamentar, o regime implantado pelos militares foi responsável por duas décadas de violenta censura às liberdades individuais. “Milhões de brasileiros perderam sua liberdade e sua voz, da noite para o dia”, afirmou. Para o vereador, o Golpe de 1964 não pode ser esquecido. “Não podemos jamais esquecer, para que nunca se repita, que a conquista da democracia no Brasil se deu à custa de muita luta, travada por gerações de militantes que foram perseguidos, torturados e muitos dos quais tiveram suas vidas ceifadas em nome da liberdade”, acrescentou.

Já o Sindicado dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), realizará intensa programação em repúdio aos 50 anos do golpe. Segundo a presidente do Sindicado, Nascélia Silva, hoje, às 15h, haverá ato público na Praça do Ferreira, intitulado “Ditadura Nunca Mais!”.

PROTESTO

Amanhã, acontece ainda ato simbólico na “Casa dos Horrores”, antigo centro clandestino de tortura, no município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza. A intenção é exigir do Estado justiça e reparação aos desaparecidos e torturados na época da Ditadura.

De acordo com a organização do movimento, como forma de protesto, os manifestantes também interditarão a CE-465. Está prevista saída de ônibus da Praça da Bandeira, da sede da CUT-CE e da Assembleia Legislativa, às 14h, para os interessados em participar do ato.

Bom lembrar que, no último dia 22 de março, um grupo de Fortaleza buscou reviver a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada em 19 de março de 1964 e que reuniu, em São Paulo, cerca de 200 mil pessoas. Na época, o argumento defendido era o de uma ameaça comunista. Nesse mês, a principal reivindicação da Marcha era uma intervenção militar, cujo objetivo seria o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o fechamento de partidos políticos e a prisão dos políticos corruptos.

GOLPE MILITAR

O Golpe de 1964, também conhecido como Golpe Militar, ocorreu em 31 de março daquele ano, quando o presidente da República João Goulart foi deposto. De 1964 a 1985 os militares governaram o Brasil. O período caracterizou-se pela falta de democracia, suspensão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.

 

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