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Política

PT e PSB pedirão prazo maior ao TSE para formar federação

sexta-feira, 21 de janeiro 2022

Em meio a impasses regionais, as direções do PT e do PSB se reuniram pela primeira vez em 2022 e decidiram encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de ampliação de prazo para que possam fechar uma eventual federação partidária. A corte definiu que os partidos devem apresentar até 1º de março solicitações para formarem as federações, prazo considerado exíguo pelas siglas, que ainda precisam resolver pendências sobre candidaturas em alguns estados.

A federação obriga os partidos que se federarem a atuar de forma conjunta por quatro anos, tanto em nível nacional, como estadual e municipal, sob pena de sofrerem punições. Para fechar a federação, o PSB quer que o PT apoie seus candidatos em ao menos cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Acre.

O estado mais problemático é São Paulo. Nem o PT está disposto a abrir mão da candidatura de Fernando Haddad (PT-SP), nem o PSB abrir mão de lançar Márcio França (SP). Nos outros estados, existem maiores chances de haver acordos. Por isso, as siglas querem prazo de pelo menos até junho para requisitarem a formação da federação. Tanto a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, como o presidente do PSB, Carlos Siqueira, argumentam que o período aprovado anteriormente pelo Congresso Nacional era maior. De acordo com a lei aprovada pelo Legislativo, as federações poderiam ser solicitadas ao TSE até cerca de dois meses antes das eleições, que são realizadas em outubro.

A decisão de pedir ampliação do prazo ocorreu após encontro entre Gleisi, Siqueira, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o governador Paulo Câmara (PSB-PE) e o ex-governador paulista Márcio França (PSB-SP). “O tempo da política não pode ser pressionado pela burocracia. A gente espera que o TSE seja bastante sensível”, disse a petista.
No encontro, os partidos buscaram aparar arestas sobre impasses estaduais e definiram um cronograma de reuniões para acertar os ponteiros regionais. Na ocasião, foi marcada para a próxima semana outra reunião, incluindo entre todos os partidos que podem compor a federação, o que engloba também o PV e o PCdoB, para discutir o modelo do estatuto da federação e uma “carta programática”.

Também foi agendado um encontro para tratar da situação em Pernambuco. “Em relação a Pernambuco, a gente sempre achou que cabe ao PSB [indicar o candidato]. Tinha o nome natural do Geraldo Júlio, que acabou não querendo ser candidato. O nome do Humberto Costa foi ventilado e o PT colocou o nome à disposição da frente”, disse Gleisi, indicando que o partido pode ceder para apoiar uma candidatura pessebista no estado. Siqueira afirmou que o PSB definirá até fevereiro quem será o candidato. Hoje estão no páreo os deputados Danilo Cabral e Tadeu Alencar.

Apoios
Carlos Siqueira confirmou que o partido apoiará em 2022 candidatos do PT em quatro estados: Bahia, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte. Além disso, ele afirma que poderá oferecer “palanque” no Maranhão e Alagoas. No entanto, o representante do PSB cobrou o outro partido: “Há que se ter reciprocidade na construção da unidade política”. Siqueira disse que ainda fará uma “rodada de reuniões” nos estados para “aprofundar o debate sobre os nomes aos governos estaduais”.

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (20), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), confirmou que a sigla está convicta em seu apoio à possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência da República. “Defendemos no partido essa aliança com o PT para a candidatura do presidente Lula e vamos continuar conversando sobre alianças regionais”, falou. O governador também disse que as reuniões em seu estado começarão na próxima semana. “A gente vai chegar aos consensos necessários para 2022”, explicou.

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