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Política

Rodrigo Pacheco pode virar ministro do governo Lula em 2025

sexta-feira, 24 de maio 2024

Integrantes do governo Lula (PT) e aliados de Rodrigo Pacheco (PSD/MG) iniciaram conversas sobre a possibilidade de o parlamentar assumir um ministério após deixar a Presidência do Senado, em fevereiro de 2025. Uma eventual ida de Pacheco para a Esplanada dos Ministérios seria uma maneira de integrar ao governo um político de destaque, reforçar os laços do Palácio do Planalto com um grupo que tem boas chances de permanecer no comando da Casa e manter o parlamentar em evidência após a passagem pelo comando do Congresso Nacional.
A avaliação envolveria ainda o fortalecimento de uma possível candidatura de Pacheco ao Governo de Minas Gerais, em 2026, com o apoio de Lula. A hipótese da entrada dele no governo foi levada por um senador à mesa de Lula em meados de abril. Semanas depois, o petista fez uma referência indireta a essa possibilidade em uma conversa com o próprio presidente do Senado no Palácio da Alvorada.
Três fontes relataram ter conhecimento das conversas. Embora o tema já tenha sido levado ao presidente, no entanto, auxiliares de Lula afirmam que as discussões ainda são preliminares e não há acordo firmado
Já o senador, afirma que a discussão não foi levada a ele. “Não há cogitação da minha parte. Meu compromisso é com o mandato no Senado para trabalhar pelo meu estado e por temas nacionais”, disse Pacheco.
Um político com acesso ao gabinete presidencial contou à reportagem que citou a possibilidade da entrada de Pacheco no governo durante conversa reservada com Lula, em abril. Esse mesmo interlocutor afirmou que, semanas depois, no dia 2 de maio, o petista tangenciou o tema na reunião que teve com o presidente do Senado.
Segundo o relato, confirmado por uma testemunha, Lula teria dito a Pacheco que ele deveria refletir sobre o que fazer após deixar o comando da Casa. Alguns aliados do presidente do Senado defendem a ida dele para o governo para contornar o que seria um esvaziamento natural de poder dos chefes do Legislativo ao fim de seus mandatos no comando do Congresso.
Pacheco apoiará a eleição de Davi Alcolumbre (União/AP) para o comando do Senado, encerrando um ciclo de quatro anos como presidente da Casa e voltando a ser 1 entre os 81 integrantes do plenário. As conversas para que Pacheco integre o governo começaram no momento em que auxiliares de Lula questionavam a lealdade do senador.

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