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Política

Sai Raimundo Ângelo e entra Tin Gomes

quinta-feira, 31 de julho 2008

FOTO: TIAGO STILLE / O ESTADO

O penúltimo capítulo da novela “Vice de Luizianne” acabou ontem. Depois de um mês de especulações e espera sobre quem de fato seria o substituto de Raimundo Ângelo (PT), o petista decidiu abandonar o cargo e deixar o caminho livre para o primo do governador, Tin Gomes (PHS), ser, em tom oficial, o vice de Luizianne Lins (PT). Coincidentemente, a desistência bate com a data estipulada por Tin para solucionar o impasse, conforme adiantou o O Estado ao dizer que o vereador só aceitaria o convite até o dia 30, pois a demora estava prejudicando o andamento de sua campanha de reeleição a vereador.

A apresentação da renúncia foi entregue no fim do expediente do Fórum Eleitoral Péricles Ribeiro, na noite desta terça-feira. Ontem, o juiz da 116a zona de Fortaleza, Luiz Evaldo Gonçalves Leite, homologou a desistência de Ângelo, que deve ser publicada hoje no Diário da Justiça, ao mesmo tempo em que Luizianne “apresenta” seu novo companheiro de caminhada rumo à reeleição na inauguração de um comitê na Praça Portugal. A indicação do nome de Tin à Justiça, entretanto, pode ser feita no prazo de dez dias, após a renúncia ao cargo de vereador.

Logo à noite e novamente sem se comunicar com jornais e emissoras de rádio e televisão, a organização da coligação reuniu todos os membros da executiva dos 12 partidos que sustentam a postulação de Lins na cobertura de um hotel de luxo na avenida Beira Mar. O intuito era registrar em ata o apoio de todas as siglas ao nome de Tin Gomes como substituto de Raimundinho. Pois bem, objetivo alcançado!

» Sem ressentimentos. O mais novo protagonista oficial da novela, Tin Gomes, chegou para o debate e se esquivou do contato com os jornalistas. Do elevador, seguiu direto para a sala de discussões, onde as equipes de reportagens não tiveram acesso em nenhum momento.

No término da reunião, ele novamente fugiu das câmeras e dos microfones, saiu pela porta dos fundos e foi representado pelo coordenador de articulação política da Prefeitura, Waldemir Catanho, que desconsiderou qualquer tipo de desgaste à postulação de Luizianne em decorrência do imbróglio do vice. “Foi no tempo necessário. Havia uma deliberação interior de indicação do Raimundo; havia a necessidade dos partidos rediscutirem esse posicionamento, inclusive por parte do PT; e havia a necessidade de um entendimento com o PSB e o PHS. É um processo que não se faz do dia para a noite”, pontuou.

Porém, em entrevista ao O Estado por telefone, o vereador-agora-vice disse que tem uma relação boa com Raimundinho e que não ficaram ressentimentos como conseqüência da substituição. Segundo Tin, a definição da mudança foi decidida na reunião do Conselho Político acontecida na última segunda, 28, e nunca foi um posicionamento pré-estabelecido desde a convenção. “A análise foi feita por todos e por ele”, falou.

Tin Gomes não escondia sua felicidade pela conquista. Ele reuniu-se ontem a noite, com os seus correligionários de partido, para anunciar a desistência de disputar o cargo de vereador, vaga que será ocupada pelo candidato Paulo Gomes, cujo nome será indicado ao TRE.

A advogada da coligação, Isabel Mota, esclareceu que Raimundinho não tinha a obrigação de apresentar uma justificativa para desistir de ser o vice de Luizianne. Bastava que uma explicação política fosse feita. Agora, conforme ela, a oficialização de Tin só depende do ajuntamento da ata com a assinatura dos membros da executiva e da documentação do substituto. “Ainda não disponho dessa documentação”, afirmou.

» Câmara Municipal. Com a entrada de Tin Gomes na campanha de Luizianne, a cadeira da presidência da Câmara Municipal de Fortaleza fica aberta para a eleição de um presidente interino até o início da próxima sessão legislativa no ano que vem. Em tese, o primeiro vice-presidente da Casa, vereador José do Carmo (PSL), assumiria o posto.
Mas só em tese, porque, de acordo com o presidente estadual do PHS, Walter Cavalcante, ainda é prematuro falar sobre o assunto. Pelo menos até que passem as eleições. “Precisamos ter precaução. Agora, nasceu a criança (o vice), mas a presidência da Câmara num tem nem conversa. Pode-se até especular, mas dizer que vai ser fulano de tal, não”, encerrou.
 

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