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Política

Tensão na Assembleia pauta críticas de Camil o à oposição

quinta-feira, 23 de setembro 2021

Deputados da base e da oposição discutiram na sessão desta quarta-feira (22) da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) as críticas feitas na última semana pelo governador Camilo Santana (PT) a uma parcela de seus opositores. Na ocasião, o petista destacou a importância da oposição, mas disse que esse grupo específico é uma oposição “intolerante” e “raivosa”.

O deputado Soldado Noelio (Pros) repudiou os termos que o chefe do Executivo usou e afirmou que o trabalho do seu mandato representa os cidadãos cearenses e não visa agredir ninguém. “O nosso trabalho é dar voz às pessoas que votaram em nós. Queria ver o governador se manifestar contra a intolerância, a raiva e o ódio das facções. Todos os dias recebemos denúncias de cidadãos que estão sendo expulsos de suas casas e comerciantes que recebem cobrança de taxas para seu negócio funcionar. E quais as medidas que estão sendo tomadas pelo governo?”

O parlamentar ainda destacou os números de homicídios no período dos últimos governos, quando o estado registrou altas. “Eu continuarei fazendo o meu papel. Se o senhor governador está mal acostumado com pessoas que dizem que está tudo bem, eu aconselho que o senhor vá ao Bom Jardim e em outras comunidades da capital e em outros locais no interior para ouvir da população como estão as coisas. Aqui não tem ódio. Aqui falamos a verdade. Essa oposição é a mesma que votou dezenas de projetos enviados a essa casa e que parabenizou quando acertou”, disse o parlamentar.

Na mesma ocasião, o deputado Delegado Cavalcante (PTB) afirmou que as facções criminosas estão comandando o Ceará, que há cobrança de “pedágio para empresas funcionarem” e que o Estado não tem agido no combate. “Uma segurança fajuta”, classificou. Já a deputada Fernanda Pessoa (PSDB) observou que, graças à oposição, projetos do Governo do Estado enviados para a Assembleia são aprovados e melhorados, visando ao bem-estar da população.

Resposta
Em resposta aos pronunciamentos, o líder do governo na casa, deputado Júlio César Filho (Cidadania), apontou ações do Governo do Estado na segurança e criticou a oposição por não reconhecer o trabalho do governador. Segundo ele, esses opositores muito usam informações sobre violência, mas não destacam as notícias veiculadas sobre apreensão de drogas e prisão de integrantes de facções. “Qual o intuito de querer polemizar e exaltar os números tristes da violência e das atuações das facções – que não são só no Ceará? O não reconhecimento da ação da polícia desestimula. Aqueles que se dizem representantes, ao invés de parabenizar e agradecer, não, só se apegam no tensionamento e alguma deficiência do Estado. Tudo isso é para se eleger e reeleger”, disse.

O deputado Elmano Freitas (PT) afirmou que a oposição não consegue falar sobre os avanços do Ceará na educação, na economia e em outras áreas, mas restringe o debate à segurança. “22 mil criminosos foram presos e vem dizer que o trabalho na área da segurança não está sendo feito? Apesar dos índices altos de violência, há redução. Então eles acham errados os investimentos do Governo em equipamentos de segurança? Acham errado o governador fazer concurso para a polícia?”, questionou.

Por sua vez, Acrísio Sena (PT) ponderou que o problema de segurança é nacional e afirmou que a falta de apoio e medidas do governo federal dificultam maiores avanços no combate à criminalidade. Já Queiroz Filho (PDT) disse que o governador mencionou esse “grupo raivoso” sem se referir ou citar o nome de ninguém, mas que “alguns políticos vestem a carapuça, como o deputado federal Capitão Wagner”. “Eu acompanho isso desde 2011 e é sempre a mesma coisa. Toda véspera de ano eleitoral são induzidas ações como os motins ocorridos em março do ano passado, sempre com o objetivo eleitoreiro”, criticou.

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