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Colunista - Cláudio Humberto

1º de Maio de Lula teve incentivo fiscal e improbidade

sexta-feira, 03 de maio 2024

Não tem picanha e, pelo jeito, nem tem mais pão com mortadela
Senador Sérgio Moro (União-PR) sobre o evento fracassado de Lula no 1º de Maio

A lém de usar a Lei Rouanet para despejar R$250 mil no ato sem povo de Lula (PT) no 1º de Maio, a Faculdade São Leopoldo Mandic é bem conhecida nos guichês de distribuição de benesses às custas do pagador de impostos, desde o primeiro mandato de Dilma, a exemplo de incentivos fiscais. Sem contar que a presepada pode render a Lula multa de até R$25 mil e também, segundo Alexandre Rollo, especialista em Direito Eleitoral, processo por crime de improbidade administrativa, em razão de o evento “ser de alguma forma patrocinado pelo Poder Público”.

Batom no cuecão
O Portal da Transparência entrega a faculdade financiadora do comício em que Lula pediu votos para o extremista Guilherme Boulos (Psol).

R$7 mil na entrada
Já 2014, na era Dilma, a empresa fechou o primeiro contrato, no valor R$7,3 mil, ainda mirrado, dinheiro extraído da Petrobras.

Ainda ontem
O último pagamento à faculdade é de 16 de abril último, de um contrato de R$62,5 mil para “aperfeiçoamento e especialização profissional”.

Bolada alta
A faculdade ainda levou R$ 932,9 mil em renúncia fiscal: R$ 550 mil em projeto cultural e R$ 382 mil via Programa de Alimentação do Trabalhador.
Falta alguma coisa
Jhonatan é um ministro jovem, chegou antes dos 40 anos de idade ao TCU, onde cabelos brancos costumam fazer falta.

Centro das atenções
Para deputados que votaram em Jhonatan para o TCU, ele deveria ser mais cauteloso após ter sido citado, anos atrás, no escândalo da JBS.

Algum lugar do passado
“Alguém citado em lista de deputados financiados pela JBS deveria usar lições do passado para construir o futuro”, recomenda o parlamentar.

O brejo é logo ali
Não foi nada, não foi nada, não foi nada mesmo a agência de risco Moody’s alterar de “estável” para “positiva” a perspectiva para o Brasil. A perda de confiança provocou a debandada de investimentos estrangeiros que ontem derrubou a bolsa de valores e aumentou o dólar.

Extorsão fiscal
Ao mandar a Receita cobrar imposto de 20% sobre a folha de salários já em maio, antes mesmo de o STF concluir o julgamento da desoneração, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) deu sentido à frase do senador Rogério Marinho (PL-RN), para quem o governo pratica “extorsão fiscal”.

Coluna, 26 anos
Esta coluna Cláudio Humberto completa 26 anos nesta sexta-feira (3). Foram cinco presidentes em sete mandatos e quase 9,5 mil edições ininterruptas desde 1998, sem faltar um só dia.

Que vergonha
No Brasil, nenhuma entidade de jornalistas teve a dignidade de se unir a Anistia Internacional e ONG Repórteres Sem Fronteiras contra a prisão do jornalista cubano José Luis Tan Estrada, por criticar a ditadura.

Movidos pelo ódio
Virou caso de polícia a presença de uma coordenadora do MBL que gravava entrevista com apoiadores de Lula, no desértico evento de 1º de Maio. Amanda Vettorazzo foi agredida e terminou na delegacia.

Passaporte
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) participa de audiência no Congresso dos Estados Unidos que vai abordar censura às redes sociais e o que chamou de arbitrariedades em relação a liberdade de expressão.

Havan ajuda
A rede de lojas Havan enviou dois helicópteros para auxiliar a Defesa Civil no Rio Grande do Sul, castigado pela chuva. O empresário Luciano Hang também vai ao Estado e ofereceu ajuda aos gaúchos.

Pão da discórdia
Teve confusão na sessão sobre a privatização da Sabesp na Câmara de São Paulo. Um vereador do Psol não gostou de ver Rubinho Nunes (União) comendo um sanduíche de mortadela e quis confiscar o lanche.

Pensando bem…
…pedir voto em comício bancado por dinheiro público, tudo bem, feio mesmo é um presidente se reunir com embaixadores.

Durante a votação da medida provisória que criava a Secretaria de Ações de Longo Prazo, a Sealopra, o então ministro Hélio Costa (Comunicações) telefonou ao senador Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente que assumira sua cadeira, para pedir voto a favor do governo. Era tarde demais, mas o ministro não sabia, nem deixou Salgado falar, pedindo seu voto. Ainda ponderou, com ar grave: “Lembre-se, seu voto é como se eu estivesse votando.” Wellington Salgado ajeitou a vasta cabeleira para informar que a MP acabara de ser rejeitada: “Saiba que você acabou de votar contra o governo…”

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