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Colunista - Fernando Maia

Anarquia partidária

sexta-feira, 24 de setembro 2021

Ontem pela imprensa tivemos a mostra que o Brasil é o mais fiel retrato de um país onde predomina a desorganização político-partidária. Segundo notícia, o presidente nacional do Patriota, Adilson Barroso, partido ao qual estaria sendo articulada a filiação do presidente Jair Bolsonaro, foi destituído da função devido a sua falta de ética como cidadão, e de respeito para com o partido que dirigia. No caso do convite dele ao presidente, essa decisão não foi comunicada, e foi feita sem demais integrantes do partido.

O vice-presidente Ovasco Resende, diz que o presidente afastado vinha se empenhado com obsessão e interesse pessoal em promover o ingresso do presidente Bolsonaro que, por sua vez, já havia imposto as suas condições exigindo o controle total para ele e sua turma de confiança. Os políticos decentes do Patriota não engoliram e a rejeição se espalhou entre dirigentes e lideranças. Ciente dessa situação, Barroso na calada da noite tratou de alterar as senhas do partido no TSE, tratando também da substituição de delegados. Para devolver a dignidade ao Patriota, Ovasco convocou os presidentes de Diretórios Regionais e decidiu pelo afastamento de Adilson, deixando sem um estuário político o presidente Jair Bolsonaro, que terá de continuar sua busca para materializar os seu desejos pessoais sem correr risco de perder o controle como ocorreu com o PSL.

Fusão e dúvidas.
Está fechada lá em cima, a fusão DEM-Psol. A justificativa é que a união das duas siglas criará uma força de considerável poder na Câmara dos Deputados, integrada por 85 parlamentares, formando a segunda bancada na Câmara Baixa. A dúvida é sobre que rumo tomará essa força. No Ceará, o presidente deverá ser Chiquinho Feitosa que já preside o DEM, e que não deixaria de apoiar Camilo Santana com quem se entende, para entregar o ouro aos adversários comandados pelo capitão Wagner.

Isso não existiu nem na China de Mao. Políticos do Cariri estão atentos ao esperado aumento de mais quatro desembargadores do Tribunal de Justiça, de olho na criação de um “Minitribunal Regional”, que seria preferencialmente naquela área do estado. Nenhum governador deste país assumiu o risco de regionalizar a Justiça.
Sem critérios. Para a totalidade dos deputados da bancada federal do Ceará, foi correta a duplicação dos recursos destinados ao aumento de mulheres e negros na disputa eleitoral. Há quem defenda o sistema meritório como critério para fazer escolhas, sem recorrer ao gênero e a diferenças raciais que são excludentes.

Mais firmeza. O deputado Júlio César, líder Governo, depois da violência nas críticas da pequena e barulhenta bancada da oposição, vai passar a agir com mais firmeza para impedir que a Segurança Pública seja usada como arma contra a gestão do governador.

Tem salvação. A tragédia na economia colocou o Brasil na lanterna entre os países em desenvolvimento, mas há tempo para reverter essa desastrosa situação, Não alcançaremos esse objetivo salvador se não houver uma sólida união das forças democráticas. – Avaliação de um cidadão chamado Ciro Gomes, que entende do assunto.

Puxão de orelhas. Diante dos queixumes de dirigentes de partidos junto aos Diretórios Nacionais, porta-voz da cúpulas partidária fala grosso e afirma que os comandos federais não têm nenhuma culpa pela má gestão dos recursos, que nunca são negados, até por se tratar de recursos fiscalizados também pelo TSE.

“É preciso estar atento: a proibição de coligações proporcionais poderá resultar em fusões que venham a unir partidos inúteis com todos os seus carreiristas”. Jornalista Ricardo Noblat da “Veja”.

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