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Colunista - Cláudio Humberto

Assessores veem Pimenta rebaixado no governo

terça-feira, 21 de maio 2024

Criaram o ministério da Entrevista e o ministro do Microfone
Senador Ciro Gomes (PI), presidente do PP, definindo o papel do ministro Paulo Pimenta

A pesar da visibilidade que ganhou, ao ser designado para chefiar a Secretaria de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, ex-funcionários do ministro da Propaganda avaliam que, na prática, Lula (PT) queria mesmo afastar Paulo Pimenta de suas atribuições originais, em razão da incapacidade de divulgar ações do governo. O presidente fez o mesmo a Márcio França, rebaixado do Ministério de Portos e Aeroportos para o de Pequena Empresa, sem orçamento ou relevância.

Anota aí
O novo cargo do ministro trapalhão também não tem orçamento. Funciona quase como ouvidoria, só recebe e encaminha demandas.

Gatos pingados
Ao criar a secretaria para isolar Paulo Pimenta no Sul e retirá-lo da pasta da Propaganda, Lula só autorizou estrutura modesta, de dez cargos.

Quem manda
Mesmo com todo burburinho, quem manda mesmo no que vai ser feito e dos recursos a serem liberados é Rui Costa, ministro da Casa Civil.

Secom vira ativo
A nova pasta tem data para acabar, dois meses após o fim do Estado de calamidade, perto da eleição para as presidências da Câmara e Senado.

TCU esconde
O número de viagens deve diminuir: extrapolando, o TCU tornou sigilosas viagens de ministros do STF e de presidentes de poder.

Nada de economia
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também não economiza na ponte aérea Brasília-São Paulo. Acionou a FAB 35 vezes este ano.

Adoram voar
Nem despacham com Lula, mas voam na FAB os ministros Simone Tebet (14 vezes), Waldez Góes (16) e Celso Sabino (13).

Melancia no pescoço
O petista Camilo Santana (Educação) desandou a dar entrevistas sobre assunto que não é da sua alçada: a volta às aulas no RS. Não é o MEC e sim o governo estadual e prefeituras que cuidam das escolas públicas.

Gaúcho é assim
Viralizaram a história e as imagens emocionantes da mobilização do pessoal da Indústria de Calçados Karyby, em Três Coroas (RS), para recuperar a empresa e do trabalho. Exemplo da bravura dos gaúchos.

Vai ter inquérito?
Na ânsia de bajular o governo Lula, noticiaram a fake news de que voo do jato presidencial levaria “900 toneladas” de alimentos ao Rio Grande do Sul. Mentira: a carga máxima do Airbus 319 da FAB é 75,5 toneladas.

Anatel aparelhada
Eduardo Girão (Novo-CE) acusa a Anatel de perseguição a rádios que não rezam na cartilha do PT, no Ceará. O senador denuncia a prática antidemocrática de uso do aparato estatal para calar vozes divergentes.

82 bilhões lembra Juca
Consultoria do Senado estima rombo R$82 bilhões com a eventual aprovação da PEC do Quinquênio que ressuscita os marajás no serviço público. Lembra a rima nos versos do saudoso Juca Chaves ironizando a compra de um porta-aviões de 82 milhões: “…mas que ladrões!”

Votos no lixo?
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma hoje (21) o julgamento que pode cassar o mandato do senador Sérgio Moro (União-PR). São quase 2 milhões de votos dos paranaenses que correm o risco de parar no lixo.

Não é só aqui
Presidente dos EUA, Joe Biden usou o “privilégio executivo” para decretar sigilo nas gravações do seu testemunho à Justiça no caso dos documentos secretos encontrados em sua garagem. A investigação determinou que a memória do americano é “significativamente limitada”.

Ajuda brazuca
Chegaram ao Brasil nesta segunda 3,5 toneladas de doações ao RS obtidas pela mobilização da comunidade brasileira em Miami (Estados Unidos). De São Paulo, a carga segue para o Sul.

Pensando bem…
…muitas vezes, adiar eleição pode gerar outra tragédia.

Quando o presidente Jânio Quadros renunciou, o vice João Goulart visitava a China e os militares diziam não aceitar sua posse. Até democratas sinceros pediam a desistência de Jango. Já em Paris, na viagem de volta, ele recebeu um telefonema preocupado de Juscelino Kubitschek, advertindo que o País estava “à beira de uma guerra civil”. O senador Barros Carvalho, que acompanhava João Goulart, tomou o telefone e calou JK: “Não haverá renúncia. Eu não vou deixar. Agarro as mãos do presidente e não largo, mas ele não assina a renúncia!”

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