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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022.
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Colunista - Cláudio Humberto

CCJ aprova Mendonça e apequena Alcolumbre

Na vida, a Bíblia. No Supremo, a Constituição
André Mendonça, durante sua sabatina para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF)

T eve o significado de uma derrota humilhante de Davi Alcolumbre (DEM-AP) a aprovação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF) por 18×9 votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguida dos 47 x 32 no plenário do Senado. Sem votos para rejeitar a indicação do presidente Jair Bolsonaro, o senador do Amapá apelou para o poder que restava: a pauta da comissão. E tentou vencer pelo cansaço por 140 dias. No fim, a própria CCJ o derrotou.

Demora ajudou
A demora jogou contra Alcolumbre e os que torciam pela rejeição. Hábil e educado, o futuro ministro do STF teve mais tempo para se articular.

Upgrade no telhado
Quase 5 meses de espera permitiram a Mendonça ampliar apoio dos senadores. Pôde até fazer implante de cabelos e vê-los crescer.

Resultado esperado
O voto é secreto, mas, além de Alcolumbre, quase toda oposição da CPI da Pandemia integra a CCJ, onde governistas são maioria.

Magistrado maltratado
Na composição do STF, nenhum dos ministros passou tanto tempo quanto Mendonça esperando sua sabatina na CCJ do Senado.

Senado na mão
Datena aparece bem nas pesquisas para quaisquer cargos, mas é muito provável que o tucanato lhe ofereça a disputa pelo Senado.

Chapa improvável
O apresentador já se dispôs a ser vice de Doria, mas é improvável uma chapa apenas de paulistas na disputa presidencial.

Agora vai
O governador afirmou que a aliança com Datena esteve para ocorrer nas eleições de 2016 e 2018, mas agora é para valer.

Um homem de bem
A aprovação de André Mendonça pelo Senado, nesta quarta-feira (1º), é a garantia que um sujeito decente e um jurista qualificado será ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem arrodeio
Marcos Rogério (DEM-RO) foi direto e expôs o ativismo judicial durante sabatina de André Mendonça. Para o senador, partidos que não obtêm respaldo nas urnas usam o STF para impor a agenda ideológica.

Mandou mal
O ex-presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM), pagou mico ao defender a idéia exótica de que o Supremo Tribunal Federal é mais importante que os poderes Executivo e Legislativo. Pegou mal.

Meta de 3 milhões
O resultado do Caged em outubro fez o Brasil chegar ao recorde de 2,6 milhões de empregos com carteira assinada em 10 meses. E começa a se refletir no panorama geral, com queda no total de desempregados.

Vírus do oportunismo
Apesar das explicações de especialistas sobre como a nova variante é próxima da delta e da P1, o que quase garante a eficácia da vacinação, o “mercado” tratou de estabelecer o pânico para lucrar alto.

Brasil voando
Com mais de 164 milhões de pessoas vacinadas, o Brasil já atingiu 100% do público-alvo e tem 77% da população geral que receberam ao menos uma dose, além de 63% de pessoas totalmente imunizadas.

Mudança de tendência
O Itaú divulgou dados interessantes sobre o mercado de câmbio, com o crescimento de 785% na compra de euro em espécie ao longo de 2021. Em setembro, superou as compras de dólar pela primeira vez.

Calma lá
Atuação do Banco Central e da equipe econômica começa a se refletir entre analistas financeiros. Estudo da Swiss Re Institute prevê a inflação de 2021 em 9%, além de 5,5% em 2022 e 3,5% em 2023.

Pensando bem…
…Alcolumbre é como o Flamengo no Brasileirão: conseguiu apenas adiar a vitória alheia.

Foi numa greve de motoristas de ônibus, em Salvador, que o falecido senador baiano ACM apelidou de “Waldir Moleza” ou “Waldir Lerdeza” o então governador da Bahia e depois ex-ministro da Defesa Waldir Pires. Chamado de “Toninho Ternura” ou “Toninho Malvadeza”, dependendo do humor popular ou dos fatos políticos, ACM viveu dias de glória naquela greve, com o povo revoltado gritando nas ruas: “Chega de Moleza, queremos Malvadeza!”

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