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Colunista - Fernando Maia

Descrença e desconfiança

sexta-feira, 23 de abril 2021

Não há maior motivo para o desencanto de uma nação do que testemunhar o seu mais alto governante sendo alvo da descrença. É o que ocorre depois da reunião de líderes mundiais na Cúpula do Clima, onde o Brasil é conhecido como um dos responsáveis pela irresponsabilidade de ser um dos países que menos zelam pela preservação da natureza. Dirigente de um país das mais ricas e agredidas reservas naturais, Bolsonaro fez promessas vazias, nas quais poucos acreditaram, entre os conhecedores dessa dura realidade. Para que as palavras de Bolsonaro em um evento que tratava do futuro da Humanidade tivesse um mínimo de respeito, seria necessário, antes de tudo, que ele não se omitisse sobre questões relevantes, cavando a sepultura da sua lastimável gestão. O presidente se esmera em cultivar as mortes da democracia, da verdade e da razão, com ações que atropelam a lógica, terminando por fazer do País tema de debate internacional, ao mesmo tempo em que comete o pecado mortal de menosprezar os calamitosos resultados de uma Amazônia devastada. Por opiniões ideológicas e ambições eleitorais, relaxa no combate ao vírus, optando pela necropolítica.

Cultura do ódio. No dia 21, em que se homenageia o herói nacional Tiradentes, o governador Camilo Santana, em vez da sua tradicional leveza de tom, optou por passar dura reprimenda àqueles que, em nome de uma oposição sensata, utilizam-se de redes sociais para propalar a cultura do ódio, esmerando-se em odientas campanhas com ataques às medidas salvadoras contra a pandemia. Fez apelo aos que não querem ajudar, para não atrapalharem.

Parlamento protagonista. Com a participação do teólogo Leonardo Boff, a Assembleia Legislativa promove, dia 26, a segunda edição do projeto “Grandes Debates – Parlamento Protagonista”, com convidados da Frente Parlamentar Ambientalista. O tema central do certame será “Sustentabilidade: o Caminho do Desenvolvimento”.
Preocupante. A Aprece torna público um problema da maior gravidade que ameaça de perdas incalculáveis à educação em 114 municípios do Ceará, face a redução de R$ 215 milhões nas verbas do Fundeb para o nosso estado, tendo como consequência a diminuição das matrículas escolares para este ano.
Passando a perna. Na Camada Municipal de Fortaleza, uma presepada política de bom tamanho. A vereadora Priscila Costa, do PSC, licenciada por 120 dias, deu o “drible da vaca” no seu suplente, Robério Sampaio, presidente estadual do próprio PSC. E quando Robério tomava gosto exercendo o cargo, ela decidiu, inesperadamente, retornar.
Rastros do ódio. O presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, cobra dos parlamentares democratas posições firmes contra campanhas infamantes e destruidoras contra o as medidas do governo. Para ele, não se justificam tais procedimentos, enquanto Governo do Estado, Fiec e associações unem seus esforços para salvar vidas.
Time unido. O “time” cearense de Bolsonaro na Câmara dos Deputados marcha unido. Na votação do projeto que reabre as escolas tornando-as atividade essencial, votaram juntos Capitão Wagner, Genecias Noronha, Jaziel, Heitor Freire e AJ Albuquerque. Trata-se de medida que nem os pais sensatos aceitam.

“O maior perigo para uma nação não são os maus políticos que chegam e permanecem ao poder, mas sim o eleitorado cego e venal que garante os mandatos deles”. Ex-senador gaúcho Pedro Simon.

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