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Colunista - Cláudio Humberto

Governo arma votação remota para manter vetos

terça-feira, 28 de maio 2024

Quem define o que é fake news? O governo? O Judiciário?
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a jogada autoritária de ‘criminalizar fake news’

C om esperada derrota em vetos caros ao Planalto, a articulação de Lula foi a campo para que Randolfe Rodrigues, espécie de controlador-geral do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, liberasse votação remota na sessão do Congresso que avaliará os vetos presidenciais, prevista para esta terça (28). Os lulistas tentam adiar a votação do fim das saidinhas, cujo veto de Lula foi celebrado pela bandidagem por manter a regalia. Parlamentares preveem a derrubada desse veto por larga vantagem.

Indefensável
Para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o Planalto deve perder mais uma, já que tem sofrido derrotas no Legislativo por “defender pautas horríveis”.

Base esfacelada
Agora que “é a resenha”, diz o petista José Neto (BA) ao confirmar que o governo nem mesmo conseguiu definir se fecha ou não questão.

Planilhas
Nas contagens do senador Izalci (PL-DF), o Senado deve entregar cerca de 50 votos para derrubar o veto ao projeto.

Goleada
Na Câmara é difícil achar quem acredite na manutenção do veto. Maurício Marcon (Pode-RS) acha que cai com “400 votos para mais”.
Liberdade no lixo
Como na obra de Orwell, a intenção é criar nova ordem, à margem da Constituição, extinguindo direitos como a liberdade de expressão.

É o que eles querem
Defensor do disparate, o ex-ministro Orlando Silva (PCdoB-SP) alegaria hoje ser fake news a acusação de pagar tapioca com cartão corporativo.

Veto à censura
O senador Carlos Portinho (PL) lembrou que Bolsonaro, com seu veto, chamou a atenção à falta de clareza sobre a conduta a ser punida.

RH de olho
Deputados bufaram de raiva quando Arthur Lira, presidente da Câmara, exigiu presença com registro biométrico, sob pena de ponto cortado. Suas excelências raramente dão as caras antes de terça-feira.

Sem solução
Deputados querem que a ministra Nísia Trindade (Saúde) explique greve e superlotação nos hospitais federais do Rio de Janeiro. Chris Tonietto (PL-RJ) destaca que o problema é recorrente e se perpetua no Estado.

Sem colher de chá
Projeto do deputado Davi Soares (União-SP) endurece a legislação contra menores que cometerem crimes hediondos. Propõe aumentar o tempo de internação para até 12 anos. Para muitos casos, é pouco.

Shopping é do Brasil
O setor de shoppings no Brasil continua dando show de eficiência. Após se incorporar à rotina onde os brasileiros fazem compras, se divertem, têm acesso a serviços públicos ou apenas batem pernas, virou estação de embarque e desembarque no aeroporto improvisado de Canoas.

Uniu opositores
Revoltou petistas e bolsonaristas a revelação do UOL de que assessora do senador Randolfe Rodrigues (AP), casada como deputado Vinicius Gurgel (PL-AP), “leva vida de influenciadora” no horário de trabalho.

É um abuso
Virou assunto na Câmara as incômodas ligações automatizadas de telemarketing que aporrinham os brasileiros. O deputado Juninho do Pneu (União-RJ) apresentou proposta para proibir a prática.

Enrolação
Parlamentares estão incomodados com a enrolação nos pareceres de órgão ambientais, o que pode atrasar leilão de blocos de exploração de petróleo em 2025. Marina Silva (Meio Ambiente) não parece incomodada.

Na gaveta
Sumiu da pauta do Supremo o julgamento do uso de banheiro feminino por pessoas transexuais. O caso deveria ser apreciado amanhã (29), mas desapareceu e não tem nem data para ressurgir.

Pergunta na caserna
O governo também vai acionar a PF para apurar fake news do Exército sobre o dique em Canoas?

O imperador da Etiópia, Hailê Selassiê, foi deposto pelo próprio filho quando fazia visita oficial ao Brasil, a convite do presidente Juscelino Kubitscheck, liderando uma comitiva que era uma pequena multidão. Em conversa com JK, o imperador pediu dinheiro para voltar, dar um corretivo no filho e retomar o poder. JK ordenou que o ministro da Fazenda, Horácio Lafer, liberasse dinheiro a Selassiê antes de o Congresso aprovar o empréstimo. Lafer advertiu: “Os parlamentares não vão aprovar isso”. JK respondeu: “Vão aprovar, Lafer. Basta mostrar essa comitiva toda como asilada.” Selassiê retomou o poder e se manteve nele por mais quinze anos.

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