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Colunista - Fernando Maia

Izolda e o litígio

segunda-feira, 16 de maio 2022

Uma das notícias mais comentadas na semana passada, foi a presença da governadora do Ceará, Izolda Cela ao Planalto da Ibiapaba, para a inaugurações em Tianguá. A diferença entre aquele evento e outros similares nas oito cidades da região, foi a presença dos prefeitos, lideranças políticas e empresariais na expectativa do que a governadora teria a revelar sobre o polêmico litígio entre o Piauí e o Ceará. Aos preocupados ibiapabanos Izolda transmitiu, com segurança e firmeza, a mensagem de que se encontra empenhada em evitar que o Ceará venha a sofrer perdas em seu território para políticos piauienses, que são os mais interessados em ampliar essa conquista e se apropriarem de todos os equipamentos e fontes de renda conquistadas durante mais de dois séculos. Alguns mal-informados andaram divulgando que Izolda já teria acertado encontro com a governadora Regina Sousa, do Piauí, para iniciar m diálogo pacífico, mas isso ainda não ocorreu. Sabe-se que a Chefe do Executivo do Piauí já afirmou que terá boa vontade em receber a governadora cearense, e que deseja um epílogo satisfatório, embora ache o período eleitoral inapropriado para esse fim.

Sucessão em quatro tempos
1 – O descontentamento de petistas estimula previsões negativas para serem honradas com o seu apoio. A opinião dominante é que deve permanecer o apoio a Isolda Cela, mantendo-se o veto a Roberto Claudio. O PT age com o pressuposto de que o ex-prefeito de Fortaleza é um fato do passado que deve ceder vez a uma candidatura que unificasse objetivos. Mesmo que isso possa causar desconforto a Ciro Gomes, o partido entende que estando em jogo a sucessão estadual, a conduta do líder pedetistas deve ser consensual. Se não ouvir os aliados, ele será o mais prejudicado eleitoralmente. Essa situação está nas mãos do frio e calculista senador Cid Gomes, que a apreciará sem emoções contrariadas no processo.

2 – Caso Ciro Gomes insista com a candidatura Roberto Claudio, ele perderá, de cara, o apoio de expressivo grupo do PT. Excetuando-se a ala “camilista” que também poderá ser contaminada, a tropa que faz boca de urna e é maioria, vai fazer o que deseja votando maciçamente em Lula. E por mais que o comando petista queira, não será possível conter a evolução do bloco dissidente para lançar um candidato próprio, que já dispõe para disputar o pleito: José Guimarães, Luizianne Lins e José Airton Cirilo.

3 – Como se pode constatar, a marcha sucessória em seus últimos acontecimentos está trabalhando a favor da Oposição. Já que dificilmente o PDT conseguirá superar suas dificuldades. Mesmo administrando as pendencias internas, falta ainda resolver a questão do PSD. Como esse partido ´poderá indicar para vice-governador Domingos Filho que não gostaria de dividir espaço com o PT no governo? O presidente do PSD é um forte aliado, que, a exemplo do PT, pode decidir uma eleição, e pode cair nos braços do capitão Wagner como candidato a vice, ou ao Senado Federal.

4 – No meio do imbróglio sucessório há indefinição do MDB. O ex-senador Eunicio Oliveira pode aceitar ser vice-governador na chapa governista, engolindo sapos e lagartas, acomodando-se no berço que o traiu no último pleito em nome das novas circunstancias. Pelo próprio isolamento a que se submeteu, apostou numa candidatura de deputado federal, sem se articular com outras forças, mas ao que se sabe, aproximou-se da ala governista para não ser soldado raso.

Guerra religiosa. O deputado Capitão Wagner na sua preocupação de não perder apoio de eleitores bolsonaristas e evangélicos, vem permitindo que suas reuniões de pré-campanha terminem transformadas em simulacros de cultos, com pastores abençoando a todos, como fez em Russas, ignorando que o Ceará é o estado mais católico do Brasil.
Intromissão indevida. Deixou de saia justa o PDT-CE a atitude do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, ao mostrar preferência pelo ex-prefeito Roberto Cláudio, argumentando que a governadora Izolda “não é bem conhecida”. Isso prova que ele necessita de lições sobre a política do Ceará, em vez de se orientar cegamente pelo que Ciro manda.

“No Brasil, a troca de partidos por políticos se rivaliza com a troca de local de trabalho pelas prostitutas dos cabarés da Rua Caminito, em Buenos Ayres”
– Ricardo Kirschbaum, do Jornal “Clarín” de Buenos Ayres.

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