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Mapa revela desigualdade entrecapitais em educação, renda e trabalho

quarta-feira, 27 de março 2024

Localizada na Região Sul, Curitiba, com 1,73 milhão de habitantes, é a capital menos desigual do Brasil. Considerando indicadores como educação, renda, pobreza, trabalho e ações climáticas, entre outros, a cidade consegue oferecer resultados acima da média de outras 25 (Brasília não é considerada pela pesquisa). Na outra ponta, Porto Velho tem os piores indicadores, com 23 deles abaixo da média nacional.

Já as três capitais mais populosas do país (fora Brasília), São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, estão posicionadas, respectivamente, em 5º, 11º e 20º lugares. As informações são do Mapa da Desigualdade entre as Capitais, divulgado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, nessa terça-feira (26). A publicação reúne 40 indicadores de diferentes bases e levantamentos, como o Censo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), agrupados de acordo com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Os dados usados também são de diferentes anos, de acordo com a atualização mais recente entre eles durante a elaboração do estudo.

O ranking mostra que mesmo Curitiba, sendo a menos desigual do país, ainda precisa enfrentar desafios como a desnutrição infantil, indicador em que ocupa a 21ª posição, ou a parcela de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para programas sociais (24ª). A cidade também está abaixo da média em indicadores como taxa de áreas florestadas e naturais, de violência contra a população LGBTQIA+ e de suicídio.

Para o coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, o Mapa serve como uma provocação para as administrações. “Executivos e Legislativos estão muitas vezes voltados a emergências e urgências, e não conseguem olhar um panorama geral para ver o que ainda precisa ser enfrentado. Desnutrição infantil é uma questão de definir orçamento. Já a violência contra a população LGBTQIA+ tem caráter cultural, exige campanhas.”

Esse tipo de violência também é um problema em São Paulo. A cidade mais populosa do país, com 11,4 milhões de habitantes, tem a segunda taxa mais alta de violência contra a população LGBTQIA+, com 8,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Na última posição, Porto Velho (com 460 mil habitantes), tem os piores indicadores para feminicídio, população atendida com esgotamento sanitário, recuperação de resíduos sólidos e emissão de CO² per capita. Mas a capital de Rondônia, por outro lado, está em 10º lugar na lista de Produto Interno Bruto (PIB) per capita, segundo dados de 2020 do IBGE. A capital que lidera esse indicador é Vitória, e a última colocada é Salvador.

Um indicador que exige políticas integradas (saúde, educação, assistência social), por exemplo, é o de idade média ao morrer, segundo o coordenador do Instituto. O problema está ligado à falta de serviços, mas também à gravidez na adolescência e à violência que atinge principalmente jovens negros, entre outras questões. No país, segundo o Mapa, os extremos estão em Belo Horizonte e Porto Alegre, com 72 anos, e Boa Vista, com 57, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade, do DataSUS de 2022.


Classificação das capitais menos e mais desiguais (exceto Brasília): Curitiba (677), Florianópolis (672), Belo Horizonte (615), Palmas (607), São Paulo (594), Vitória (590), Cuiabá (583), Porto Alegre (580), Goiânia (578), Campo Grande (549), Rio de Janeiro (548), Natal (516), Boa Vista (498), Teresina (473), Aracaju (468), João Pessoa (463), Salvador (438), Macapá (435), São Luís (435), Fortaleza (431), Maceió (428), Rio Branco (424), Manaus (417), Belém (393), Recife (392) e Porto Velho (373). Cada uma é classificada de 1 a 26 em cada um dos 40 indicadores.

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