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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021.
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Colunista - Macário Batista

O que Welles deixou pra trás

Há 80 anos, os pescadores Jacaré, Tatá, Jerônimo e Manuel Preto começavam uma saga que entraria para a história. A bordo de uma jangada, construída por eles mesmos com uma madeira típica da região, percorreram 2.700 quilômetros entre a praia do Mucuripe, em Fortaleza, e a baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, para pedir ao presidente Getúlio Vargas que fossem incluídos na reforma trabalhista do Estado Novo, que estava em discussão na época.

A odisseia, narrada diariamente pelo rádio e nos jornais da época, acabou sendo acompanhada por todo o Brasil e chegou aos ouvidos do cineasta norte-americano Orson Welles, que viu no líder daqueles homens o “verdadeiro herói americano”. A repórter Beatriz Jucá recuperou essa história e conta em uma reportagem especial a saga de 61 dias que terminou em tragédia um ano depois, duran te as gravações do filme de Welles. De volta ao Mucuripe de hoje, ela também mostra como os pescadores antes vistos como heroicos agora são tratados como um estorvo ao progresso e precisam lutar para seguir no mar. O especial traz também um podcast, o primeiro do novo canal o Brasil, que contará histórias do país e dos brasileiros pelo olhar dos repórteres do jornal.

As senadoras no País. “Na política, as pessoas estão relativizando o anormal, o ilegal, o imoral, o que é promíscuo. O que não era admitido com outros presidentes da República, agora é de uma forma tal que eu não estou conseguindo realmente entender o que está acontecendo”, diz a senadora Simone Tebet, líder da bancada feminina no Senado. Em entrevista ao EL PAÍS, Tebet, que se tornou uma das principais vozes da CPI da Pandemia apesar de não compor a comissão de forma permanente, falou sobre impeachment, alternativas a Bolsonaro e Lula, revelações do ‘Pandora Papers’ que tocaram o ministro da Economia, Paulo Guedes, e voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro: “Cria crises artificiais pra ocultar a sua incapacidade de governar”.

O novo normal
O governador do Ceará, Camilo Santana, anunciou o novo decreto de combate à pandemia de Covid-19. Entre as decisões tomadas em conjunto pelo comitê que delibera sobre o assunto, há novo avanço na flexibilização de atividades, incluindo o aumento de público em jogos de futebol, permissão de 100% da capacidade para templos religiosos, aumento nos eventos sociais e a ampliação no horário dos restaurantes

Até o fim do mês
O decreto será válido por 15 dias, a contar deste sábado (16). Ao lado do governador estava o secretário da Saúde do Ceará, Marcos Gadelha. “Nunca tivemos números tão favoráveis como os que temos agora, desde o início da pandemia no Ceará, e esses números só foram possíveis com o avanço da vacinação em todo o Estado, que já alcançou cerca de 68,9% da população do Ceará com a primeira dose, 45,9% com o esquema vacinal completo.

As variações
– Ampliação da capacidade do comércio de rua e lojas de shopping e de cinemas, para 80%;– Ampliação do horário de funcionamento dos restaurantes (até às 3h);– Eventos sociais com autorização de 300 pessoas em ambiente fechado e até 500 pessoas em ambiente aberto;– Aumento para o público presencial da Arena Castelão, durante os jogos do Campeonato Brasileiro da Série A, autorizado para 30% da capacidade a partir do sábado (16), e com aumento para 50% da capacidade a partir do próximo sábado (23/10);– Templos religiosos podem funcionar com 100% de sua capacidade.

O orçamento chegou
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão (PDT), recebeu do secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Mauro Filho, o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), que estima as receitas e despesas para o exercício financeiro do Governo do Estado do Ceará em 2022. A proposta orçamentária encaminhada pelo Governo do Estado é de R$ 28,5 bilhões.

De olho no fisco
A proposta foi elaborada, sob o aspecto fiscal, diante de uma expectativa de crescimento de 2,73% do PIB do Ceará em 2022. Segundo Mauro Filho, o PIB estadual crescerá mais do que o nacional, que tem previsão de 1,57%. Para o secretário, a proposta reforça o trabalho do Governo do Estado e parceiros dos demais poderes para manter o Ceará com suas finanças equilibradas, com capacidade de investimento e de atendimento das demandas da população.

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