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Colunista - Fernando Maia

Todo governo tem seu preço

quarta-feira, 17 de abril 2024

O governo Lula começa uma travessia de dificuldades desde que Artur Lira tirou das gavetas as suas mágoas para torná-las públicas, numa torpe tentativa de desgastar o ministro Padilha, terminando por fortalecê-lo. Lula perdeu a paciência e demitiu um primo legítimo de Lira da presidência do INCRA que ocupava o cargo há mais de oito anos sem ser importunado. Ninguém queria desafiar o “Aiatolá” das Alagoas. Foi uma retaliação que respondeu à prepotência do presidente da Câmara dos Deputados, mandando um recado curto e grosso, azedando de vez o seu relacionamento com o coronel das Alagoas. Lula fez o já deveria ter feito para impor a sua autoridade. Os princípios se acomodam a conveniências táticas e Lula pagou pra ver o ônus das démarches daqui por diante. É certo que ele continuará com o seu esforço de oferecer ao Congresso uma nova fórmula de relacionamento sem impô-la politicamente. O fato é que ele deixou-se dobrar em algumas oportunidades por espírito tático da tolerância. Mas as frequentes rusgas com o presidente Lira não lhe permitiram outra opção. Se exonerasse o ministro Padilha ficaria desmoralizado. Num último esforço entregou ao deputado José Guimarães a tarefa de conduzir o seus assuntos na Câmara dos Deputados, mas nem essa manobra foi aceita. Lula já ouviu a frase dita pelo próprio Lira, “que todo governo tem o seu preço”. Mas sabe também que nenhum preço paga a dignidade do governo.

Grandes devedores. O senador Rodrigo Pacheco colocará em pauta nos próximos dias o Projeto de Renegociações de Dívidas dos Governos Estaduais. A propósito do tema, uma das suas notáveis coincidências é que os cinco estados com as maiores dívidas são exatamente os mais ricos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, e todos de oposição.

Izolda será candidata. O bloco unido da família Ferreira Gomes, leia-se Cid, Ivo e Lia caminham para uma solução que tem tudo para presentear a Princesa do Norte com um grande nome para disputar a Prefeitura. Trata-se da professora Izolda Cela, nome que engrandeceu a Educação de Sobral, tornando-a referência nacional.
Equilíbrio ou desequilíbrio. Na Alece a oposição encontra muitos argumentos em suas críticas ao Governo do Estado, tendo em vista que o Ceará, que não é dos mais ricos, mas tem mantido em dia o pagamento do funcionalismo, evidenciando equilíbrio econômico. Não a ponto de superar a credibilidade dos contrários. O que eles afirmam tem fundamento.
Quem será vice. O candidato do PT à prefeitura de Fortaleza foi escolhido em outubro do ano passado, um ano antes das eleições. Quem acompanha a política sabia que seria Evandro Leitão. O difícil agora é escolher o vice, desejado pelo PSD de Domingos Filho e o PSB, de Cid Gomes.
Curiosidade. Um detalhe interessante em relação aos partidos políticos que deverão ser destaques no pleito deste ano é a maneira discreta como Cid Gomes e Eudoro Santana estão agindo para assegurar o crescimento do PSB, a essa altura o primeiro do Estado, para tristeza do PT.
Grana do jogo. No decorrer desta semana, a Assembleia Legislativa deve aprovar a cobrança de 15% de ICMS dos jogos de azar, incluindo o Jogo do Bicho, Loterias, Cassinos, bingos e Casas de Apostas. Enquanto a bancada evangélica condena, os demais abençoam essa oportuna bolada que virá para os cofres do Estado.
Candidatura única. O município de Tauá está correndo o risco de ter uma eleição com candidata única, no caso, Patrícia Aguiar, que, às vésperas de um 5º mandato poderá ser consagrada como a maior liderança política da Região dos Inhamuns.

“Eleger um analfabeto pode servir para que outros analfabetos resolvam estudar para terminarem também eleitos”. Benedito Valadares = Governador de Minas Gerais.

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